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Injetar R$ 650 bi em instituições bancárias é fortalecer pilares econômicos, diz especialista

Medida do CMN integra pacote de fortalecimento financeiro para que a crise gerada pela pandemia não impacte outros setores, avalia José Luiz Rodrigues

 

Anunciada na última quarta-feira, 1º de abril, a edição da Resolução 4.795, do Conselho Monetário Nacional (CMN), permitirá a injeção de novos recursos ao mercado financeiro. A medida autoriza o Banco Central a conceder empréstimos às instituições bancárias, tendo como garantia as carteiras de crédito dessas organizações, via emissão de letra financeira. O regulador estima que, ao todo, haverá uma movimentação de R$ 650 bilhões desta forma.

"Esta é uma medida que acompanha o mercado internacional e, principalmente, é espelhada nos Bancos Centrais das principais potências econômicas do mundo", analisa o especialista em regulação José Luiz Rodrigues, sócio da JL Rodrigues, Carlos Átila & Consultores Associados .

"O que o nosso Banco Central tem feito? Ele está articulando diferentes medidas para manter a estabilidade das instituições bancárias e, consequentemente, de todos que dependem dela. Se eu injeto valores nos bancos, eu estou injetando no microempreendedor, no produtor rural, nas grandes indústrias, entre outros", completa.

Intitulada Linha Temporária Especial de Liquidez Para a Aquisição de Letra Financeira com Garantia em Ativos Financeiros ou Valores Mobiliários (LTEL-LFG), esta medida tem como objetivo oferecer a liquidez necessária para que o Sistema Financeiro Nacional possa se manter estável.

"Hoje, há um aumento significativo da demanda de crédito, uma consequência deste período de crise iniciado na saúde, com a propagação da covid-19. Entretanto, a economia sofre seus impactos de forma imediata. Atualmente, o Banco Central tem duas principais frentes. Ele precisa garantir os recursos para que a economia se mantenha nos dias de hoje, ao mesmo tempo em que articula medidas para que o impacto econômico pós-coronavírus seja o menor possível", analisa.

José Luiz conclui que as ações são importantes e necessárias, e cabe à população confiar nos atores econômicos. "Precisamos lembrar que o Banco Central possui um histórico positivo no enfrentamento de crises do País. Na recessão de 2008, por exemplo, foram as medidas do regulador que garantiram que o Sistema Financeiro seguisse preservado. Nós temos um importante pilar para a manutenção da economia brasileira, que vem acompanhando, com responsabilidade e agilidade, as demandas atípicas oriundas deste período de crise, e as ações positivas realizadas no âmbito internacional", conclui.

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Bancos processam mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas

Conforme a Febraban, os valores dessas negociações somam, por enquanto, R$ 200 bilhões entre Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander, havendo carência de dois a três meses no vencimento de parcelas em várias linhas

 

A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) divulgou hoje, dia 6, um levantamento parcial, feito com os cinco principais bancos do País, abordando o processo de renegociação de dívidas com seus respectivos clientes. Estão sendo tratados mais de dois milhões de pedidos nesse sentido, com os valores envolvidos somando R$ 200 bilhões. A seguir, a íntegra da nota divulgada pela entidade a respeito:

“Os bancos estão totalmente sensibilizados com a necessidade de os recursos chegarem rapidamente na ponta e continuarão agindo com foco para que o crédito seja dado nas mãos das pessoas físicas e das empresas.

“Entendemos a ansiedade de diversos setores, mas é preciso compreender que esse é um processo gradual e complexo, que demanda diversas providências e, em muitos casos, envolvem mudanças regulatórias, a exemplo da linha de liquidez do Banco Central para a compra de Letra Financeira Garantida e a liberação de compulsórios.

“Ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior. Além disso, os bancos internacionais cortaram as linhas de que dispúnhamos, o que estreitou mais ainda a liquidez do sistema. Mas seguiremos trabalhando, com o Banco Central e governo, para prover liquidez e crédito para quem precisa.

“Dentre as medidas já tomadas, repactuamos diversas operações com grandes empresas, que demandaram volumes expressivos de recursos, com impactos relevantes sobre a liquidez do setor bancário.

“Ainda, logo nos primeiros dias da crise, a Febraban anunciou a renovação de operações de crédito para pessoas físicas, micro e pequenas empresas. Os 5 maiores bancos do país estão processando mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas, dando carência de 2 a 3 meses no vencimento de parcelas em várias linhas, como: crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis, crédito para aquisição de veículos e capital de giro.

“Os valores dessas negociações já chegam a R﹩ 200 bilhões conforme levantamentos parciais:

Caixa: 1 milhão de pedidos em contratos habitacionais, com oferta de R﹩111 bilhões em créditos e carências de até 90 dias;

Bradesco: 635 mil pedidos, que representam 1.036.000 contratos;

BB: 200 mil pedidos, em valor equivalente a R﹩60 bilhões.

Santander: 80,9 mil pedidos, em valor equivalente a R﹩11 bilhões.

Itaú: 302,3 mil pedidos, com saldo de R﹩ 12,1 bilhões e parcelas já prorrogadas em valor financeiro de R﹩ 679 milhões.

Na linha CAIXA Hospitais, foram disponibilizados recursos da ordem de R﹩ 5 bilhões para 2020.

“Em outra frente muito importante, os bancos vão se antecipar ao repasse de recursos do governo e, já a partir desta segunda, irão disponibilizar crédito para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas com faturamento de até R﹩ 10 milhões de reais, após dois dias da edição da Medida Provisória que criou uma linha de R﹩ 40 bilhões, sendo que os bancos irão suportar, com recursos próprios, R﹩ 6 bilhões desse total.

“Estima-se que a medida irá beneficiar até 1,4 milhão de empresas e 12,2 milhões de trabalhadores e os recursos serão concedidos à taxa fixa de 3,75% ao ano, sem qualquer spread adicional para as empresas e sem qualquer custo para os empregados.”

 

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Agibank anuncia medidas para apoiar seus clientes frente ao coronavírus

Banco digital prevê parcelar faturas, refinanciar e conceder novos créditos para dar suporte a mais de um milhão de clientes na pandemia

 

O Agibank, banco digital omnichannel, acaba de anunciar as suas iniciativas em apoio aos mais de um milhão de clientes da instituição durante a pandemia. Entre as medidas estão um novo produto de seguro de vida, que subsidia a compra de medicamentos, e a possibilidade de refinanciamento em canais alternativos.

O novo seguro, fruto da recente parceria com a seguradora Generali, tem baixo custo de aquisição e oferece, sem carência, o valor de R$ 150 para compra de medicamentos em farmácias para cada consulta de emergência realizada. Já o refinanciamento de empréstimos poderá ser realizado pelo cliente diretamente no caixa eletrônico, por telefone e no aplicativo, com menores taxas e maior prazo para pagamento.

O Agibank também oferecerá para clientes com a fatura do cartão de crédito em dia a condição de parcelamento das faturas com vencimento a partir de 15 de abril, com juros reduzidos para 1,99% a.m. Outra novidade será a concessão de novos limites de cartão de crédito para aqueles clientes que até então não tinham nenhum limite, o que vai na contramão dos cortes ou do aumento dos custos com o crédito observados em alguns bancos e fintechs.

"Em momentos como esse reforçamos o nosso compromisso de estar sempre ao lado do cliente, em todos os canais. A nossa condição de ter presença digital e física é um valor muito importante, pois garantimos o autoatendimento para quem prefere e não descuidamos daqueles que ainda precisam do atendimento presencial para resolver as suas necessidades financeiras. Pagamos benefícios, salários, logo somos um serviço essencial, que deve ser garantido à população", comenta Marciano Testa, CEO do Agibank. Para quem está com dificuldade financeira ou ainda busca conversar sobre algum tema específico, foi disponibilizada uma equipe exclusiva na central de atendimento do banco. Além disso, uma boa parcela da base de clientes da instituição está recebendo ligações dos colaboradores apenas para tranquilizar, bater um papo e prestar assistência. "O atendimento é um diferencial do Agibank e a atenção ao cliente nos momentos de dificuldade tem ainda mais valor. Afinal, não podemos desacelerar quando as pessoas mais precisam", afirma o CEO.

Desde o início da quarentena no Brasil, a instituição migrou 100% dos colaboradores da sua sede e do seu call center para o modelo de home office, mantendo os funcionários em atendimento nos pontos físicos, sempre em acordo com os protocolos de segurança e prevenção necessários, o que inclui escalas, horários reduzidos, entre outros. Além disso, os colaboradores também vão usufruir do benefício para compra de medicamentos ao longo dos próximos seis meses.

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