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Segmento de eventos e viagens corporativas apresenta queda de 8,7%

Segmento de eventos e viagens corporativas apresenta queda de 8,7%

Expectativa é favorável para 2017, com projeção de aumento de 1,5% do indicador de viagens corporativas

As receitas com viagens corporativas tiveram queda real de 8,7% em 2016, totalizando 78,1 bilhões em comparação aos R$ 85,5 bilhões de 2015. Os dados são do estudo da Associação Latino-Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev). O levantamento foi desenvolvido pela GfK, especializada em pesquisa de mercado, em parceria com o consultor Mauricio Emboaba Moreira.

O levantamento apresenta o indicador de viagens corporativas (IVC), que é a soma dos valores das receitas das atividades características do turismo, como alojamento, alimentação, transporte terrestre, entre outros. Os dados são ajustados pelos coeficientes calculados pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

“A redução verificada está em linha com a redução econômica no País em 2016”, diz Patrícia Thomas, presidente da Alagev. “Mas temos confiança de que o setor vai se recuperar no médio prazo, já que as viagens e os eventos são ferramentas para que as empresas atinjam seus objetivos.”

O estudo apontou também queda na participação das receitas do transporte aéreo. Dos 109,5 milhões de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais em 2016, cerca de 60% tinham como motivo principal a realização de negócios.

As expectativas para o segmento são mais favoráveis para 2017, com base nas previsões do PIB brasileiro. O cenário mais provável para o IVC de 2017 é de crescimento de 1,5%, baseado em um cenário de PIB 0,7% maior. Já para 2018, as projeções são mais otimistas, com expectativa de crescimento de 5,4% no IVC, baseado em um PIB 2,3% maior.

“As previsões das variações do IVC refletem as políticas monetárias e fiscais adotadas no Brasil para a saída da crise econômica. Entretanto, existe um razoável consenso de que as medidas econômicas do governo brasileiro estão na direção correta, ainda que existam fontes importantes de risco no cenário político. Já as previsões de crescimento do IVC para 2018 em diante se situam em patamar acima da média mundial”, destaca o consultor Mauricio Emboaba Moreira, responsável pelo estudo em parceria com a GfK.

O raio x do segmento de viagens corporativas do mercado brasileiro no período 2016-2017 foi divulgado durante a 12ª edição do Latin American Corporate Travel & Events Experience (Lacte), maior encontro da indústria de eventos e viagens corporativas da América Latina, realizado em São Paulo, nesta semana.

A partir deste ano o IVC passa a contar também com metodologia alinhada às recomendações da World Tourism Organization (UNTWO), agência especializada do setor da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

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