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Com ativos iguais, BB gera metade do lucro do Itaú

Com ativos iguais, BB gera metade do lucro do Itaú

Comparado à Petrobras, que voltou a lucrar R$ 4,4 bilhões no trimestre, o desempenho do BB foi bastante modesto entre as estatais brasileiras

Com a compra de 49,9% da XP Investimentos, por R$ 6,3 bilhões, o Itaú Unibanco consolida a liderança isolada do mercado bancário brasileiro, superando por larga margem, em ativos totais, o líder histórico do País, o Banco do Brasil, até porque ainda falta incorporar as operações nacionais do Citibank. Sem XP e sem Citibank, o Itaú fechou o primeiro trimestre com ativos totais de R$ 1.413 bilhões, superando os R$ 1.402 bilhões em ativos do BB e os R$ 1.294 bilhões de ativos do Bradesco (já com a incorporação do HSBC).

Os dados da performance trimestral são mais impressionantes no caso do Itaú Unibanco. Enquanto o Itaú registrou lucro de R$ 5,878 bilhões no trimestre, o BB lucrou apenas R$ 2,443 bilhões – ou seja 41,5%, menos da metade. Comparado ao lucro de R$ 4,648 bilhões do Bradesco, o lucro do BB representou 52%. Mas a comparação mais negativa é com relação ao Santander. Com apenas R$ 713,5 bilhões em ativos, metade do tamanho do BB, o maior banco estrangeiro do País, teve lucro quase igual: R$ 2,280 bilhões. Comparado à Petrobras, que voltou a lucrar R$ 4,4 bilhões no trimestre, o desempenho do BB foi bastante modesto entre as estatais brasileiras.

A decomposição do lucro do BB mostra como os press realeses procuram dourar a pílula, situação enfatizada na entrevista coletiva do presidente da instituição, Paulo Caffarelli. A atividade exclusivamente bancária gerou lucro de apenas 35,8%, ou seja R$ 875,8 bilhões. As atividades de seguros, capitalização e seguridade, nas quais o BB tem participação de 66%, geraram lucro de R$ 658 milhões (26,9%). A terceira fonte de lucro veio das atividades de Meios de Pagamento, exercidas pelas controladas Alelo e Cateno, com R$ 430,5 milhões (17,6%). Outra grande fonte de lucros é exercida pela gestão exclusiva dos fundos da Previ e da Cassi (as caixas de previdência e assistência dos funcionários, que são o maior fundo de pensão do País), que gerou ganho de R$ 247,4 milhões (10,1%).

A mudança da relação dos consumidores com os bancos – motivo pela compra da XP Investimento pelo Itau (logo o XP que defendia a desbancarizacao) – pode gerar novos lances no cada vez mais concentrado sistema financeiro brasileiro. No caso do BB, sua relação especial com os fundos de pensão e órgãos estatais geram cobiça sobre a posição do maior banco estatal brasileiro, pouco rentável na operação bancária.

O grande banco de investimento independente do País, o BTG Pactual segue seu calvário desde a prisão do seu fundador, o banqueiro Andre Esteves. No primeiro trimestre o Lucro do BTG Pactual caiu 16,45%, somando R$ 843 milhões, na comparação com março de 2016. O banco teve de se desfazer de diversos ativos como o IBS e a Engenlhart, além do controle de várias empresas no setor produtivo. Mas o calvário não acabou e o BTG colocou a venda a Petro Africa (a compra de 50% dos ativos da Petrobras na Africa em 2010 pode gerar muita dor de cabeça na Lava Jato) e a Eneva, geradora de energia, e ainda imóveis.

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