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Uso de robôs na indústria cresceu três vezes em 20 anos

Uso de robôs na indústria cresceu três vezes em 20 anos

A previsão é de que 20 milhões estejam em atividades em escala mundial até 2030

Um relatório da Oxford Economics revela que o uso de robôs em todo o mundo aumentou três vezes nas últimas duas décadas, para 2,25 milhões.

A previsão é de que 20 milhões de robôs estejam em uso industrial até 2030. Significa que o momento é momento decisivo para a indústria robótica na economia mundial.

Especialista em automação industrial e CEO da Accede Automação Industrial. Marcelo Miranda explica que os próximos anos devem ser de mudanças tecnológicas vão alterar o modo de operar das empresas.

“Estamos à beira de uma transformação globalizada que irá mudar a economia como um todo. Por meio da combinação de tecnologias como Automação, Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Manufatura Aditiva e Manufatura Customizada, os fabricantes poderão criar novos modelos de negócios, mais produtivos, seguros e menos onerosos devido à alta capacidade de otimização dos processos”, explica.

Ainda de acordo com o levantamento da Oxford, até 2030 os robôs serão peça-chave na produção e se tornarão 8,5% da força de manufatura global: 20 milhões de máquinas estarão em uso.

Somente a China terá cerca de 14 milhões de robôs de fabricação. Atualmente, o país asiático detém grande parte dos robôs em atividade no mundo: quase 20% do total.

“Já estamos vivendo a chegada do futuro e na próxima década isso será ainda mais palpável. No cotidiano industrial, empresas globalizadas terão automação de ponta e Inteligência Artificial”, afirma.

Segundo o executivo, diferentes segmentos de produção serão cada vez mais impactados pela robótica e pela Inteligência Artificial.

Automação logística, segurança e vigilância são setores de grande destaque de robotização, além das áreas que envolvem a manufatura e que atualmente já contam com robôs em operação, acrescenta Miranda.

O estudo prevê que, se de fato houver aumento de 30% nas instalações de robôs em todo o mundo, isso adicionaria US $ 5 trilhões ao PIB global.

Segundo a Oxford, isso equivale a aumentar a economia global em US $ 4,9 trilhões até 2030 (em preços atuais) – o equivalente a uma economia maior do que a projetada para a Alemanha.

A chegada do maquinário tecnológico levanta debates comuns em diferentes partes do mundo. Entre os pontos abordados em perspectiva mundial, o futuro dos empregos.

De acordo com dados do relatório The Future of Jobs, publicado recentemente pelo Fórum Econômico Mundial, quase 50% das empresas esperam que a automação leve a alguma redução de sua força de trabalho de tempo integral até 2022.

Entretanto, a expectativa para o futuro dos empregos ainda é positiva. A partir de uma nova divisão do trabalho, poderão ser criados 133 milhões de novos postos de trabalho que integram máquinas e humanos até 2022.

“Devido ao grande número de máquinas sendo implementadas nos processos produtivos, haverá uma mudança estrutural na relação entre empregos e mercado. Podemos esperar uma nova categoria de trabalho, baseada em qualificação e educação. Essa mudança, acredito, também ajudará o homem a ocupar posições mais favoráveis e diminuir o trabalho repetitivo, insalubre, monótono e muitas vezes isolado, sem convívio social durante o expediente. Muito além da força, a inteligência humana será mais valorizada”, argumenta Miranda.

O especialista comenta que muitos trabalhadores exercem suas atividades isolados do convívio com outros trabalhadores e em muitos casos, repetindo tarefas que demandam baixa ou quase nenhuma necessidade de raciocínio.

Isso afeta a motivação do trabalhador diariamente e é um desperdício da capacidade humana. Segundo Miranda, as novas tecnologias podem substituir esse tipo de função, proporcionando a oportunidade de migração da mão de obra para atividades onde pensar e tomar decisões sejam passos relevantes do processo.

Como exemplo de atividade que isola o trabalhador, Miranda cita a função de “Picker” (“Pegador”). A tarefa exige que o trabalhador obedeça a uma máquina (computador) e vá aos locais onde estão os produtos, apanhe-os e coloque-os em cestos, devendo fazê-lo num período cronometrado e altamente controlado.

“Robôs logísticos e manipuladores podem executar tarefas assim e, ao contrário do que parece à primeira vista, esse tipo de mudança não elimina o emprego do trabalhador e, sim, possibilita uma mudança no uso da força de trabalho, abrindo novas oportunidades e até novas profissões”, explica Miranda.

O relatório The Future of Jobs comprova que, de fato, alguns postos de trabalho serão extintos com o incremento da automatização: 75 milhões de empregos poderão ser substituídos, mas sem causar estranhamento.

Miranda explica que as mudanças são graduais e já podem ser percebidas no cotidiano. “Aos poucos você consegue notar uma nova função surgindo em uma empresa e outras que já não fazem mais sentido. Robôs e máquinas já estão trabalhando ao nosso lado, mudando a maneira como vivemos e trabalhamos. Os robôs colaborativos, nome dado à categoria de robôs que podem trabalhar seguramente ao nosso lado, estão cada vez mais em uso. Essa nova maneira de trabalho colaborativo divide as tarefas aproveitando o que homem e máquina fazem de melhor", finaliza.

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