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Lava Jato prende Aldemir Bendine

Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras

Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras é acusado de receber R$ 3 milhões em propina da Odebrecht

Em sua 42ª fase, a Operação Lava Jato prendeu hoje, em Sorocaba (SP), Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras. O Ministério Público Federal (MPF) acusa o executivo de práticas de corrupção quando esteve no comando das duas estatais.

Ao falar da nova fase das investigações, Athayde Ribeiro Costa, procurador da República, arrolou os fatores que levaram à decretação a prisão temporária do ex-dirigente. Além dos indícios de crimes cometidos, há também o fato de o acusado ter nacionalidade italiana, o que facilitaria uma possível fuga do país. A propósito, Bendine tinha uma passagem de ida para Portugal, em viagem marcada para esta sexta-feira (28), segundo descoberta dos investigadores após quebra de sigilo telefônico.

Conforme o MPF, na presidência do Banco do Brasil, Bendine teria pedido R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição, ficando porém sem receber o valor. E, na véspera de assumir a Petrobras, teria exigido mais R$ 3 milhões para não prejudicar os contratos da estatal com a empreiteira, de acordo com a delação de ex-executivos. O valor teria sido pago em 2015.

Também há evidências, informou Costa, de que os outros dois alvos dessa operação tentaram eliminar provas e obstruir a Justiça. Um deles, André Gustavo Vieira da Silva, foi detido no aeroporto de Recife, quando estava prestes a viajar para Brasília. Foi também preso seu irmão, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior.

Ambos são sócios em uma agência de publicidade, chamada Arcos, tendo sido apontados como operadores de propina, agindo em associação com Bendine em atividades de lavagem de ativos e obstrução das investigações.

Todos os três acusados devem ser conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A força-tarefa da Lava Jato chegou a pedir a prisão preventiva de todos (pela qual os investigados não têm prazo para deixar a cadeia), mas o juiz Sérgio Moro indeferiu o pedido. “A imposição da prisão temporária viabilizará o melhor exame dos pressupostos e fundamentos da preventiva após a colheita do material probatório na busca e apreensão e após a oitiva dos investigados”, ponderou o magistrado.

Em 2015, Bendine era tido como o braço direito da então presidente Dilma Rousseff. E havia deixado o Banco do Brasil com a tarefa de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, ele já cobrava propina na instituição e continuou cobrando na Petrobras. As provas dos delitos praticados na petroleira “são realmente de assustar todos nós”, comentou Costa.

 

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