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Volume de emissões é 30% maior no primeiro semestre deste ano

Volume de emissões é 30% maior no primeiro semestre deste ano

O apetite dos investidores pelos fundos de renda fixa foi superior a R$ 50 bilhões, enquanto, no ano passado, chegaram a R$ 39 bilhões

O mercado de capitais aumenta sua participação como fonte de financiamento das empresas. No primeiro semestre de 2017 o volume de emissões foi 30% superior quando comparado a igual período do ano passado. Saltou de R$ 80 bilhões para R$ 104 bilhões, segundo balanço da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Uma das tendências apontadas pela entidade é que o BNDES deixe de ser protagonista na composição de funding dos projetos. Com isso, o mercado de capitais avança como fonte de financiamento de empresas: os mercados doméstico e externo, juntos, responderam por quase R$ 90 bilhões, enquanto o volume do BNDES foi de R$ 27,7 bilhões. O total não considera as captações diretas feitas por bancos, BNDES e Tesouro Nacional.

A mudança de comando no BNDES não afetou o trabalho que desenvolve em conjunto com a entidade, como informou José Eduardo Laloni, diretor da Anbima responsável pela área de mercado de capitais. Recentemente o BNDES fechou com os principais bancos públicos e privados um acordo para o compartilhamento de garantias nos financiamentos a projetos de infraestrutura.

No mercado de capitais doméstico e externo, cresceu o volume médio e total das ofertas no 1º semestre em relação a igual período de 2016. O apetite dos investidores pelos fundos de renda fixa foi superior a R$ 50 bilhões, enquanto, no ano passado, chegaram a R$ 39 bilhões. No segmento interno, o volume apresentou um pequeno aumento de cerca R$ 40 bilhões contra pouco mais de R$ 37 bilhões no primeiro semestre de 2016.

Neste ano, as emissões de debêntures no prazo de até três anos apresentam queda, com aumento nas emissões com prazos superiores a dez anos. A maioria das captações destinou-se ao refinanciamento de dívidas. “É uma prova de otimismo do mercado, pois mostra a coragem do investidor em alongar prazos”, afirmou o diretor da Anbima.

O volume de emissão de ações é maior do que o captado ao longo de 2016, totalizando mais de R$ 13 bilhões contra R$ 10,7 bilhões. “Mostra o apetite dos investidores, após a turbulência de maio. Foram feitos ajustes nas ofertas, só que os investidores respondem ao ambiente propício”, acrescentou Laloni. Para o segundo semestre, o mercado tende a manter a normalidade segundo o diretor. “Até onde conseguimos enxergar.”

A participação dos investidores estrangeiros aumentou na oferta de ações que seguem como os principais interessados. De janeiro a julho, ficaram com uma fatia de perto de 60% do volume contra 35,7% do período anterior. A perspectiva de lançamento de outros IPOs no pipeline aponta para o cenário positivo a exemplo do que foi registrado na primeira metade do ano, na avaliação do diretor da entidade.

Em uma das frentes de sua atuação, a Anbima trabalha pela redução dos riscos regulatório e cambial para atração de investidores, especialmente o estrangeiro.

Foco em infraestrutura

É crescente o volume de emissão de debêntures incentivadas de infraestrutura, por meio da Lei 12.431. O aumento foi de 11%, com maior participação das pessoas físicas na comparação entre o primeiro semestre deste ano com o mesmo período do ano passado.

Para incentivar os investimentos, a entidade busca a melhoria no arcabouço regulatório dos fundos de infraestrutura. “Trabalhamos para o aumento desses investimentos e estamos focados em facilitar o acesso, principalmente em relação às regras de alongamento”, declarou Lalone.

Outra preocupação da Anbima é a participação mais ativa das entidades de previdência complementar, hoje proibidas de investir em papeis de companhias fechadas.

 

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