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Captações de empresas brasileiras no mercado de capitais avançam 32% até setembro

Captações de empresas brasileiras no mercado de capitais avançam 32% até setembro

Em nove meses, foram realizadas 428 operações, entre emissões de ações, bonds, debêntures, notas promissórias e instrumentos de securitização

As companhias brasileiras captaram R$ 176,3 bilhões no mercado de capitais entre janeiro e setembro de 2017, com crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2016. Ao todo, foram realizadas 428 operações, entre emissões de ações, bonds, debêntures, notas promissórias e instrumentos de securitização, o que também representa alta de 11% sobre o ano passado, de acordo com relatório da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).

O avanço nas captações deste ano é impulsionado, principalmente, pelo aumento das ofertas de ações, que somaram R$ 26,9 bilhões entre o primeiro e terceiro trimestres, volume 236% superior a igual intervalo de 2016. Até setembro, foram realizadas 18 operações, divididas em oito IPOs (ofertas públicas iniciais de ações) e 10 follow-ons (ofertas de empresas que já tenham emitido ações em outro momento).

"A maior parte das emissões de ações (67,1%) no período teve foco na captação de novos recursos pelas empresas. Outras ofertas já estão em análise, o que contribui para a expectativa de aumento nesse número até o fechamento do ano", afirma José Eduardo Laloni, diretor da Anbima.

Entre as emissões locais em títulos de dívida (renda fixa), foram registrados R$ 86,3 bilhões de janeiro a setembro deste ano, com crescimento de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. Destaque para as operações de debêntures de infraestrutura, cujo volume de R$ 4,8 bilhões em nove meses já ultrapassa os R$ 4,5 bilhões apurados no ano inteiro de 2016.

"A participação das pessoas físicas entre os compradores desse tipo de papel se mantém alta, tendo em vista o incentivo de isenção de imposto de renda aos investidores com esse perfil", completa Laloni. Houve alta também nas emissões de notas promissórias – o volume de R$ 15,7 bilhões é o maior desde 2014.

No mercado externo, as emissões de bônus por empresas brasileiras e ADRs (American Depositary Receipt - recibos de ações emitidos nos EUA) também apresentaram alta de 11%, totalizando US$ 21 bilhões, contra US$ 19 bilhões nos primeiros nove meses de 2016.

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