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Fundo inglês Harbour inicia operações no Brasil

Fundo inglês Harbour inicia operações no Brasil

O foco da operação, que terá parceria da CS Consulting, é o financiamento de arbitragens comerciais

A Harbour inicia suas operações no mercado brasileiro através da CS Consulting, consultoria de crédito liderada por João Eduardo Cerdeira de Santana e Renata Duarte de Santana, advogados especialistas no mercado de arbitragem.

O fundo inglês Harbour de financiamento de litígios, anuncia o início de suas atividades brasileiras representado pela parceira local CS Consulting, consultoria de crédito liderada por João Eduardo Cerdeira de Santana e Renata Duarte de Santana, advogados especialistas no mercado de arbitragem.

O foco dos negócios do fundo inglês no Brasil é o financiamento de arbitragens comerciais, especialmente nas áreas de mercado de capitais e de títulos financeiros, infraestrutura, construção civil e energia.

Com 11 anos de atuação global e US$ 1 bilhão em capital levantado, o fundo já tem aprovado o financiamento de disputa societária de alto valor no Brasil e segue com avaliações para novas operações. No mundo, registra mais de 100 casos financiados, dos quais 47 já foram concluídos com taxa de sucesso de 70%. 

A Harbour é um dos líderes globais em financiamento de litígios e foi premiado no Reino Unido pela empresa de pesquisas jurídicas Chambers & Partners.

O financiamento de arbitragem será uma ferramenta valiosa para os requerentes no Brasil, acredita Ellora MacPherson, Diretora de Investimentos do Harbour.

“É uma opção muito vantajosa para as empresas, indivíduos e seus advogados. Em nossa experiência, vimos como nosso financiamento pode ajudar o fluxo de caixa, permitindo que as empresas administrem seus negócios sem a pressão de colocar o dinheiro da empresa em honorários legais”, diz.

A chegada do Harbour no Brasil segue um aumento, na última década, no número de processos arbitrais e, ainda, o bom desenvolvimento legal do setor. A maioria dessas arbitragens é gerenciada por instituições bem estabelecidas e com regras sólidas.

De acordo com a Câmara Internacional de Comércio (ICC, na sigla em inglês), o Brasil está em quinto lugar no mundo em número de partes envolvidas em arbitragem, atrás apenas dos Estados Unidos, Ilhas Virgens dos EUA, Belize e França.

Um estudo realizado pelas seis principais câmaras brasileiras mostra que, em 2016, houve um aumento de 95% em novos casos de arbitragem no País em relação a 2010.

“É um momento muito interessante para entrar no Brasil, pois esperamos crescimento em muitas áreas que podem gerar disputas, como a de infraestrutura”, diz João Cerdeira de Santana.

Entre os benefícios do financiamento está a não necessidade de lançar mão de altos valores – que podem ser investidos em outras frentes do negócio de maneira estratégica.

Além disso, o risco dos montantes envolvidos no procedimento é do Harbour, o que anula totalmente o risco da parte financiada caso a mesma perca a ação.

“Não é uma ferramenta apenas para sanar restrições financeiras. Um número crescente de empresas grandes e com bons recursos optam pelo financiamento de litígio para melhorar fluxo de caixa e balanços, amenizar custos e riscos do procedimento e também como forma de obter uma camada adicional de due dilligence sobre o caso a fim de moldá-lo de acordo com os interesses da empresa”, ressalta Renata Duarte de Santana. 

 

 

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