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Captações no mercado de capitais doméstico cresceram 38,7% até agosto

Captações no mercado de capitais doméstico cresceram 38,7% até agosto

As debêntures representaram quase metade do volume de R$ 240,1 bilhões

O mercado de capitais doméstico registrou captação de R$ 240,1 bilhões este ano (até agosto), volume 38,7% superior aos R$ 173 bilhões do mesmo período do exercício passado, informa a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Segundo a entidade, a expectativa é de que a boa performance deste ano se mantenha nos próximos meses diante do volume expressivo de emissões que ainda estão em análise pela CVM. 

As debêntures representaram quase metade (48,9%) do total emitido, correspondendo a R$ 117,4 bilhões, seguidas da distribuição secundária de ações (follow-on), com 21% do total (R$ 49,5 bilhões).

Os investidores institucionais são os principais demandantes nas ofertas públicas de debêntures, com 62,9%, seguidos dos intermediários e demais participantes ligados à oferta, com 33%.

Nas operações 476, predominantes no mercado, a participação dos investidores institucionais representa 64,8%, um avanço relevante na comparação com a parcela do mesmo período do ano passado, que era de 59,4%.

Em relação às ofertas das debêntures de infraestrutura, emitidas por meio da Lei 12.431, os investidores institucionais representaram 48,3% do volume, enquanto as pessoas físicas, que têm isenção de Imposto de Renda, detiveram 30,5% das emissões colocadas.

Até agosto, o volume emitido dos fundos de investimentos imobiliários em 2019 foi de R$ 16,3 bilhões, contra R$ 10,5 bilhões do mesmo período do ano passado, o que corresponde ao aumento de 56%.

Os maiores detentores nas ofertas públicas desse instrumento foram as pessoas físicas, com 53,8%, seguidas dos investidores institucionais, com parcela de 41,1%.

Até o fechamento das captações em agosto, o total de emissões somou R$ 16,8 bilhões, queda de 59% em relação a julho, que registrou R$ 40,9 bilhões de volume emitido.

A participação das debêntures ainda é predominante, com 76,5% do volume colocado em agosto. Outros destaques foram a participação dos fundos de investimentos imobiliários, com 12,6% do total captado (R$ 2,1 bilhões), e a ausência de emissões de ações, sobretudo das follow-ons, que vinham registrando o maior ritmo de aumento de colocações deste ano, já respondendo por 21% das emissões de 2019.

Refletindo as incertezas do cenário econômico externo, nas operações no mercado externo foi registrada apenas uma operação em agosto, correspondente a um volume de US$ 500 milhões em bonds de renda fixa. O total captado foi de US$ 16,2 bilhões, 5,7% superior ao volume de 2018 (US$ 15,4 bilhões).

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