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Qualidade da carteira de crédito melhora, avalia o Daycoval

Ricardo Gebaulm, diretor de Relações com Investidores do Banco Daycoval Ricardo Gebaulm, diretor de Relações com Investidores do Banco Daycoval

Em divulgação de resultados, diretor de RI mostra expectativa positiva, apesar dos problemas políticos

"Não há dúvida que a situação atual é melhor do que há um ano", disse Ricardo Gebaulm, diretor de Relações com Investidores do Daycoval em conferência com analistas nesta quinta-feira, 10. "As empresas continuam trabalhando para desalavancar, por isso a demanda de crédito continua baixa, mas a qualidade da carteira de crédito tem melhorado. A própria queda de juros acaba beneficiando bastante os tomadores”, completou.

Na avaliação do executivo, a expectativa daqui para frente é positiva, apesar de todos os problemas políticos que o País vem enfrentando. “Do ponto de vista econômico, vemos os clientes fazendo a lição de casa, reduzindo a alavancagem, o consumo do carregamento da dívida. Isso faz com que o Daycoval esteja otimista para o segundo semestre", ressaltou.

A instituição divulgou lucro líquido de R$ 125,6 milhões no trimestre, 2,7% maior frente ao 1T17, e de R$ 247,9 milhões no primeiro semestre deste ano, 60,5% superior ao 1S16.  Com isso, o lucro líquido recorrente chegou a R$ 107,9 milhões no trimestre, 6,7% inferior ao 1T17, e a R$ 223,5 milhões no primeiro semestre, aumento de 23,0% na comparação com 1S16. Esse crescimento é motivado principalmente pelo crescimento da carteira e manutenção das margens.

No ano, o ROAE Recorrente foi de 15,5% e no 1S17 de 16,3%. A margem financeira líquida (NIM-AR) foi de 11,7% a.a. e no 1S17, de 11,4%. O ROAE foi de 18,0% a.a. no 2T17 e de 18,1% a.a. no 1S17, com margem financeira líquida NIM de 11,6% a.a. e no 1S17 de 11,1%.

O saldo da carteira de crédito ampliada encerrou o trimestre com R$ 13,859 bilhões,  crescimento de 3,2% em relação ao 1T17 e de 3,5% se comparado ao 1S16, aumento  pontual da carteira no trimestre. No 1T17, a carteira de crédito recuou 6,7%.

A captação terminou em R$ 15,8 bilhões, crescimento de 3,2% sobre o 1T17 e de 17,6% versus 2T16. Ao final do trimestre, o caixa livre foi de R$ 5,2 bilhões. O Índice de Basileia III ficou em 16,5%, quando o mínimo exigido é de 9,25%. O patrimônio líquido bateu em R$ 2,827 bilhões e capital no nível 1 (“Tier I”).

Do total da carteira de crédito, a carteira de empresas representou 59%, o restante ficou com consignado (33%) e veículos (4%). Neste trimestre, a carteira de empresas retomou o crescimento e chegou a R$ 8,2 bilhões. O foco são pequenas e médias empresas: 39% dos clientes faturam menos que R$ 300 milhões. Das operações, 86% são abaixo de R$ 500 mil. Do saldo credor, 62% vem de clientes abaixo de R$ 200 milhões. A carteira é baseada em garantias, é bastante diversificada geograficamente e de curto prazo. Nos próximos 90 dias, vence 44% desta carteira.

Os principais produtos são capital de giro, conta garantida e compra de direitos creditórios, carteira de trade finance (com alta de 2%, estando em R$ 800 milhões), repasse ao BNDES (R$ 422 milhões, com 12% de crescimento). Destaque para a carteira de leasing, que cresceu R$ 4,6 milhões e chega a R$ 414 milhões, e avais e fianças que avançaram 21,9%, e estão em R$ 640 milhões. Em termos de setores, 43% da carteira é indústria, 30% serviços e 19% comércio.

Aumento na originação

A carteira de consignado terminou em R$ 5,5 bilhões, com aumento de 1,9%. Dentro está o cartão consignado que está em R$ 284 milhões. Houve um aumento na originação, que chegou a R$ 592 milhões no trimestre, sendo R$ 300 milhões de refinanciamento dos clientes e R$ R$ 292 milhões de operações novas, sendo o líquido da originação.

O Daycoval mantém a estratégia de refinanciamento da carteira, alongando o prazo e diminuindo o custo de originação. Em termos de break down, o INSS representa 37% da carteira, mas equivale a quase metade da originação no trimestre. A carteira de governo está em 29%, mas responde por 17% da originação no trimestre.

Por sua vez, carteira de veículos chegou a R$ 547 milhões, com queda de 2,4% na comparação ao 1T17. No trimestre, a originação chegou a cair a R$ 40 milhões, resultando em R$ 67 milhões. Mesmo com esse aumento, a carteira continua caindo. Na outra mão, a asset teve um trimestre positivo: o total chega a R$ 2,1 bilhões. O destaque é o fundo de renda fixa classic, que ultrapassou R$ 500 milhões de patrimônio. Com a redução da taxa de dólar, a operação de câmbio teve um novo aumento de volume: foram 100 mil operações no trimestre.

A captação encerrou o trimestre com um montante de R$ 15,7 bilhões, aumento de  3,2% se comparado com o 1T17 e alta de 17,6% na comparação com o 2T16. Os depósitos foram de R$ 5 bilhões, mais um R$ 1 bilhão de LCI e LCA. Merecem destaque as Letras  Financeiras, que cresceram 7% no trimestre e 35,4% no  ano, somando R$ 5,2 bilhões.

Há um ano, o Daycoval tinha menos letras financeiras do que depósitos, e esse número se reverteu ao longo do último ano. Hoje a captação de letras financeiras é maior do que a captação de depósitos, sem contar as LCIs e LCAs. Emissões externas chegam a R$ 1,7 bilhão e obrigações de repasse, R$ 2,5 bilhões. Em termos percentuais, 39% são depósitos, 34% letras financeiras, 11% emissões externas e 16% obrigações locais como repasses ao BNDES e outros.   

O banco está com caixa de R$ 5,2 bilhões, volume considerado bastante expressivo. O gap entre o prazo da captação com o prazo médio da carteira de crédito é positivo em 71 dias. A carteira de crédito tem uma duração de 322 dias, enquanto o prazo médio da captação está em 93 dias.  No curto prazo, em 12 meses, há 62% da carteira de crédito vencendo e apenas 44% da captação.

O banco continua trabalhando para aumentar o provisionamento da carteira. O saldo de provisão está em 6,9%, R$ 911 milhões de provisionamento. A carteira de empresas tem saldo de provisão de 9,8%, consignado de 4,1% e veículos de 10,6%. No trimestre, as despesas com provisão chegaram a R$ 180 milhões. No semestre, a provisão foi um pouco inferior à de igual semestre do ano passado: R$ 315 milhões contra R$ 340 milhões.

O saldo de provisão para créditos de liquidação duvidosa sobre a carteira E-H encerrou o trimestre com 95,2% de cobertura. Sendo assim, de modo geral, o cenário corrente e futuro tem se tornado mais positivo para o Banco Daycoval.

O índice de vencidos há mais de 90 dias da carteira de crédito situou-se em 1,2%  praticamente estável em relação ao 1T17 e melhora de 0,6 p.p. em relação ao 2T16. O índice de vencidos há mais de 14 dias apresentou melhora de 0,3 p.p. no segundo  trimestre e de 0,9  p.p. sobre o de 2T16.      Outro destaque é a plataforma digital Daycoval Invest, que vem crescendo mês a mês. Neste mês foi lançado o aplicativo mobile, que permite os clientes acessarem suas contas para aplicações, resgates, transferências e outras operações.

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