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Momentos de tensão

Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente da República

O ponto alto desta semana é o segundo depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro. Há também a segunda denúncia de Janot contra Temer.

A semana promete. O ponto alto será o segundo depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro nesta quarta-feira (13) em Curitiba. Vamos começar por aí.  Os próprios dirigentes do PT temem que o demiurgo termine preso após depor. A segurança para o grande evento será feita por mil e quinhentos homens, sendo mil militares e quinhentos agentes de segurança pública, como bombeiros e guarda municipal. 

O Partido dos Trabalhadores, por sua vez, vai promover a segunda edição da Jornada de Luta em Defesa da Democracia pertinho do fórum de Curitiba, para tumultuar o processo, dar caráter político às acusações de corrupção contra Lula e tentar atrair cinco mil pessoas em solidariedade ao seu líder. A primeira edição, em maio, segundo o próprio PT, levou 50 mil pessoas no dia 10 de maio último, quando Lula depôs pela primeira vez diante de Moro. 

Além da prisão, os petistas temem um fracasso no ato em defesa de Lula, porque sua perda de popularidade é cada vez mais evidente. A tal Jornada está marcada para o mesmo horário do depoimento de Luiz Inácio da Silva, a partir das 14 horas.  Mas a semana vai ter mais atrações. 

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (senadores e deputados) que vai apurar as atividades da JBS vai escolher nesta semana o seu relator. O presidente é o tucano Ataídes Oliveira, do Tocantins. A CPMI é uma espécie de contra-ataque do governo contra o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o acordo de delação premiada de Joesley Batista e que resultou na primeira denúncia contra Michel Temer. 

Segunda denúncia contra Temer

O tiro de canhão que os parlamentares governistas planejam é a convocação dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff para depor e explicar as relações que levaram as empresas de Joesley a se tornarem uma presença internacional, com dinheiro do BNDES. Rodrigo Janot, por sua vez, termina o seu mandato à frente da PGR nesta semana com uma última flechada:  a segunda denúncia contra o presidente da República. 

Janot vai acusar Temer de chefiar uma organização criminosa no PMDB e de obstrução de Justiça, uma denúncia que tem poucas chances de aprovação na Câmara dos Deputados, mas que compromete mais uma vez as energias políticas e parlamentares do governo.  O procurador-geral da República, por sua vez, será julgado também nesta quarta-feira pelo STF, a pedido do presidente Michel Temer, que aponta sua suspeição para exercer o cargo. 

Rodrigo Janot esperava encerrar seu mandato em estado de glória, com as denúncias contra Temer. Mas as novas revelações sobre a delação premiada de Joesley Batista, e o encontro quase secreto com o advogado do dono da JBS, no último sábado, em um discreto botequim de Brasília, balançaram sua credibilidade. 

Ao mesmo tempo, causou enorme estranheza no mundo político a liberalidade do juiz Edson Fachin com o ex-procurador Marcelo Miller, ao recusar o seu pedido de prisão feito por Rodrigo Janot.  Os indícios de que Miller orientou Joesley Batista ainda no cargo de procurador são grandes. Marcelo Miller, sem dúvida, é uma das peças chaves da confusão que está armada.

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