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Embraer aposta no modelo KC390 para atividade comercial

Embraer aposta no modelo KC390 para atividade comercial

Durante evento em Paris, companhia firma compromissos de venda e direitos de compra

Para os dois próximos trimestres do ano, a Embraer aposta na capacidade comercial do KC390, um dos destaques da companhia durante o Paris Air Show, evento acontecido no último julho, e que contou com delegações de todo o mundo. No evento, a Embraer fez a estreia das aeronaves E195, E2, KC390 e Legacy 450, e ainda firmou 51 compromissos de venda, que representam 18 pedidos confirmados e 33 direitos de compra.

O KC390 e o E195 e tiveram exposições estática e em voo. “No Paris Air Show, mais de 60 delegações visitaram os aviões buscando informações, o que demonstra esse interesse. Fizemos um tour em várias localidades na Europa, Ásia e Oriente Médio. Temos uma expectativa de avançar nisso”, disse José Antonio de Almeida Filippo, CFO da Embraer.

De acordo com ele, um mercado de 2.700 aviões dá sinais de reposição da frota mais antiga: “Isso vai depender da criação de novas atividades que os países venham a desenvolver”. Para a Embraer, há um potencial market share a ser capturado. “Acreditamos que o KC390 tenha uma capacidade comercial importante. Terminamos a certificação no final desse ano. No ano que vem, começa a parte de produção e, em seguida, a comercialização”, acrescentou.

Sobre o anúncio pelo governo português da compra do K390 recentemente, a Embraer disse estar satisfeita com as negociações entabuladas. A empresa em Portugal tem 90 dias para negociar o contrato em si. “Esperamos começar a negociar com mais efetividade. Temos um mercado importante. A aeronave traz muitas novidades em termos de sofisticação e tecnologia, própria para missões de governo e atividades específicas”, comenta Filippo.

Aviação comercial e executiva

No segundo trimestre, entregaram 35 ejets, alta de 35% em relação em relação ao segundo trimestre de 2016. No ano, foram 52 entregas. Além disso, a campanha de certificação do E2 avança com cinco protótipos, e está alcançando mil horas de voo, com cerca de 3 mil horas de teste em solo.

No total, foi feita a entrega de 27 aeronaves leves e 12 grandes pela Embraer. A estimativa para 2017 é de 105 a 125 aeronaves, sendo de 70 a 80 leves e 35 a 45 grandes. Outro marco foi o primeiro voo do Legacy 500, que é montado em Hamburgo. Dentro da atividade comercial, os principais destaques foram a venda de três Legacy 650E para a Air Hamburg, da Alemanha, que se tornou cliente lançador dessa aeronave, e o avanço das entregas do Phenom 100 EV para mercados como Brasil e México. Por sua vez, o programa de certificação do KC360 está avançando com dois protótipos, excedendo a marca das 1.200 horas.

Destaque para o lançamento com sucesso do satélite brasileiro, que aconteceu em maio, e a entrega dos últimos seis A27 Super Tucano para a força áerea dos Estados Unidos, operados pelo Líbano.

Resultados financeiros

Em termos de resultado, Filippo ressaltou que é bom lembrar da sazonalidade da aviação executiva, com concentração no último trimestre do ano. Há a necessidade das despesas fixas para atender ao negócio fixo da companhia.

A carteira de pedidos firmes (backlog) atingiu US$ 18,5 bilhões no final do segundo trimestre, o que demonstra o avanço da aviação comercial. Na aviação executiva, o mercado está ainda sob pressão. Em conferência com analistas, a Embraer afirma não esperar deterioração em preço de aeronaves. A expectativa é de um próximo trimestre mais ativo, com resultados melhores.

Em comparação ao mesmo período do ano anterior, a receita líquida teve crescimento de 19% e atingiu R$ 5,696 bilhões no 2T17, com crescimento significativo nos três segmentos de negócio.

Durante o 2T17, a Embraer gerou R$ 739,9 milhões de fluxo de caixa livre ajustado, que no 1S17 foi de R$ 92,6 milhões. A posição de dívida líquida da companhia diminuiu para R$ 2,188 bilhões no final do 2T17, em comparação aos R$ 2,553 bilhões do final do 1T17.

Em termos de corte de despesas, explicou Filippo, existe um nível que tem que ser mantido por conta da atividade da companhia. A meta de redução de gastos é de US$ 200 milhões. O PDV contou com desdobramentos até o primeiro trimestre do ano. “Foi preciso negociar um prazo maior para as pessoas migrarem. Houve redução de despesas com viagens”, especificou.


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