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Empresas brasileiras perdem mais de R$ 4,7 milhões com vazamento de dados

Empresas brasileiras perdem mais de R$ 4,7 milhões com vazamento de dados

Relatório anual da IBM e do Instituto Ponemon revela que cada registro comprometido gera em média uma despesa de R$ 246,00 em algumas áreas

Estudo anual da IBM – em parceria com o Instituto Ponemon – mostra que houve um aumento histórico no número de incidentes provocados e nos custos gerados com violação de dados no Brasil. Como aponta o levantamento, o valor total desembolsado para reparar as invasões foi de R$ 4,72 milhões. Em 2016, o valor era de R$ 4,31 milhões.

Os ataques maliciosos ainda são a principal causa da violação de dados, sendo responsáveis por 44% dos casos analisados, seguidos de falhas humanas que causaram 31% dos casos, e falhas nos sistemas (25% do total). As indústrias de serviços, finanças e tecnologia foram as mais afetadas e registraram um custo per capita de mais R$ 246,00 para reparar os dados.

Quanto maior o número de registros roubados, mais alto é o custo da violação de dados. “Para se ter uma ideia, as companhias – que tiveram vazamentos de menos de 10 mil registros – tiveram um custo médio de R$ 2,07 milhões. Quando foram 50 mil ocorrências comprometidas, elas desembolsaram um valor de R$ 6,73 milhões”, afirmou João Rocha, líder de segurança da IBM Brasil. Para o levantamento, a companhia contou com a participação de 166 organizações de 12 diferentes segmentos e tomou como base os custos de 36 empresas.

Segundo o executivo, o problema é o prejuízo que vai além da questão financeira. “Quando a reputação das empresas fica comprometida, a retratação pública se faz necessária e, em alguns casos, é preciso contratar uma consultoria em direito digital para garantir que os dados sejam devidamente recuperados”, explicou. A pesquisa mostra que o custo médio do prejuízo que as companhias sofreram com a questão da reputação atingiu R$ 1,92 milhão.

O tempo de identificação da ocorrência é um dos fatores que define o valor para reparar o problema. Quanto mais rápido o malware for detectado e contido, os custos das empresas serão menores. A média de tempo que as companhias demoraram a identificar foi de 250 dias e cerca de mais 105 dias para conter o vazamento de dados. Se o tempo fosse inferior a 100 dias, o custo médio para reconhecer uma violação seria de R$ 4,13 milhões. No entanto, se for superior a esse tempo, o valor subiria para R$ 5,3 milhões. 

Proteger os dados é a melhor a saída. Segundo Rocha, é necessário ter um plano de resposta a incidentes, uso extensivo de criptografia, treinamento de colaboradores e compartilhamento de inteligência em ameaças para reduzir os custos per capita dessas ações. “Desde 2013 acompanhamos um gráfico de boas práticas a serem implementadas pelas companhias. A criptografia, por exemplo, que representava somente 23% dos controles de segurança, agora responde por 53% das medidas de prevenção”, conclui.

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