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Gartner indica cinco tendências em cibersegurança para 2017 e 2018

Gartner indica cinco tendências em cibersegurança para 2017 e 2018

Especialistas em segurança precisam entender que não é possível corrigir tudo e não há como deixar os ativos 100% seguros

O Gartner, Inc., consultoria global voltada para pesquisa e aconselhamento em tecnologia, destaca que os líderes nas organizações desejam, no mundo dinâmico da cibersegurança, equilibrar riscos, flexibilidade, usabilidade e preços, ter visibilidade suficiente sobre o que está acontecendo e obter controle somente sobre o que mais importa.

“Não é possível proteger tudo da mesma forma. É preciso achar um jeito de controlar só o que importa de verdade”, diz Earl Perkins, vice-presidente de Pesquisas do Gartner. Na verdade, os especialistas em segurança precisam entender quatro coisas: não é possível corrigir tudo, não há como deixar os ativos 100% seguros, é impossível saber quanto cada ativo é seguro e as empresas podem não saber quanto seus parceiros digitais são seguros. Apesar disso, nesse mundo de incertezas, cinco tendências em cibersegurança são claras para 2017/2018.

1 - As habilidades e a área de cibersegurança continuarão mudando

Com 0% de taxa de desemprego, na indústria de segurança o conjunto de competências é escasso. O mercado precisa e vai continuar precisando de novos tipos de habilidades porque a cibersegurança está evoluindo para áreas como classes e governança de dados. “É um problema que os especialistas em segurança conseguiram contornar até agora, mas a realidade é que, nos próximos três a cinco anos, as empresas vão gerar um número ainda maior de dados”, afirma Perkins. As mudanças na cibersegurança vão exigir novos tipos de habilidades em Ciências de Dados e Analytics. O aumento em geral dos volumes de informação trará a necessidade de inteligência artificial de segurança. Habilidades em tecnologias adaptativas serão fundamentais para a próxima fase da cibersegurança.

2 - A segurança em nuvem se tornará prioridade para várias empresas

Conforme o ambiente de cloud alcança a maturidade, ele se torna um alvo das políticas de segurança e começará a apresentar problemas. É bem possível que a crescente demanda das empresas por serviços de nuvem compartilhada deixe a tecnologia mais instável, insegura e mais sujeita a um problema grave, comum aos outros ambientes. Quando se trata de cloud, os especialistas em segurança terão que decidir em quem eles vão confiar e em quem não vão. As empresas precisam criar diretrizes de segurança para uso de nuvem pública e privada e seguir um modelo de decisão de uso da nuvem para se precaver contra os riscos.

3 - Mude seu foco de proteção e prevenção

“Substitua o investimento que você está fazendo em prevenção e comece a direcioná-lo de forma equilibrada para detecção e resposta. A verdade é que você não vai conseguir impedir todas as ameaças e vai precisar enfrentá-las”, frisa Perkins. Uma pessoa empenhada e bem paga que queira se dedicar à sua empresa vai cuidar disso, mesmo sendo o elo mais fraco da cadeia. Isso implica concentrar o foco da sua estratégia de segurança em detecção, resposta e remediação. Esse é o maior desafio da cibersegurança hoje. No futuro, é provável que isso mude para enfatizar a previsão do que possa vir antes que alguma coisa aconteça.

4 - A segurança das aplicações e dos dados dependerá do desenvolvimento do centro de operações

Existe uma nova janela de oportunidade em segurança das aplicações que a maioria das empresas não aproveita por causa dos custos. Chegou a hora de descobrir a maneira correta de avaliar o valor da segurança e como explicar isso da melhor forma para a empresa. Além disso, DevOps deve se tornar DevSecOps, com foco na segurança. Esse é um bom momento para combinar desenvolvimento com operações. O tempo de os lançamentos chegarem ao mercado diminuiu muito e cria uma conexão contínua entre desenvolvimento e operação, o que significa que é importante parar de tratar os dois como unidades distintas. É hora de trazer segurança para DevOps ou, se a equipe não for interna, de perguntar ao fornecedor de serviço o tipo de segurança que ele oferece.

5 - Os ecossistemas digitais vão orientar a segurança da próxima geração

Segurança, confiabilidade e privacidade também fazem parte da cibersegurança. Quando esses sistemas começam a ter um impacto físico direto, a organização se torna responsável pela segurança das pessoas e dos ambientes. Sem a ajuda da segurança, as pessoas vão morrer. A porção de confiabilidade é fundamental para os ambientes de operações e produção ou para qualquer empresa com foco em ativos.

Esses desafios de cibersegurança serão debatidos durante a Conferência Gartner Segurança & Gestão de Risco, que acontece nos dias 8 e 9 de agosto, em São Paulo.

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