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Presidente do Santander apresenta desafios do mundo pós-digital

Presidente do Santander apresenta desafios do mundo pós-digital

Brasil faz parte do programa de aceleração da Oracle que fez parceria com o programa de inovação aberta do Bradesco

“O digital morreu. A dicotomia entre analógico e digital já passou.” A afirmação que surpreendeu a todos é de Sérgio Rial, presidente do Banco Santander no Ciab Febraban, promovido desde ontem em São Paulo. Rial apresentou sua visão do mundo pós-digital em que a grande equação da indústria é estar preparada para a revolução cognitiva. “As fintechs não são o desafio. Somos nós e temos de entender o mundo da desmaterialização”, afirmou.

Segundo ele, o processo de desmaterialização começou há 10 anos, quando as pessoas começaram a não ter tanto interesse em acumular bens, optando por vivenciar experiências. Nesse contexto, a saída dos bancos é sair da zona de conforto e olhar para o processo de desintermediação. Um dos pontos cruciais, apontado por Rial, é mudar a cultura do bancário que terá de se transformar em um empreendedor.

Sérgio Rial chamou a atenção para a movimentação que ocorrerá na Europa, a partir de 2019, quando os dados financeiros da indústria poderão ser compartilhados com qualquer provedor de serviços com autorização do cliente. “Os bancos terão de se comunicar melhor com os consumidores que vão exigir cada vez mais transparência e serviços diferenciados”, ressaltou Rial.

No processo de transformação digital, as agências bancárias tendem a se transformar em espaço de negócios nas quais não haverá espaço para o “processo de fábrica” focado somente no operacional. “O desafio não é só a taxa de digitalização das empresas, mas a relevância dos nossos negócios”, enfatizou.

Além de apoiar a inovação, Rial diz que o Santander busca desconstruir processos para oferecer serviços com agilidade. Um dos exemplos é a demora de 90 a 120 dias para a concessão de crédito imobiliário. “Temos de sair do SLA interno para oferecer opções que atendam o cliente com velocidade.”

Ecossistema de inovação

Para apoiar o empreendedorismo e a inovação, a Oracle Brasil participa do programa global de aceleração de startups, Oracle Startup Accelerator. Desde abril, São Paulo já é um dos hubs mundiais do programa e os demais são Bangalore, Bristol (UK), Delhi-NCR, Mumbai, Paris, Singapura e Tel Aviv.

O programa irá selecionar cinco startups a cada semestre, no total de dez empresas por ano. As escolhidas terão seis meses de orientação de especialistas técnicos e de negócios, acesso a tecnologias avançadas, espaço de coworking, contato com clientes, parceiros e investidores, além de livre acesso às soluções de Oracle Cloud, plataforma que oferece serviços SaaS,

PaaS e IaaS para clientes em mais de 195 países no mundo e dá suporte a 55 bilhões de transações/dia.

“Para entrar no novo mercado, buscamos ser uma nova Oracle”, disse Raul Miyasaki, diretor de Vendas da Oracle Brasil para o setor financeiro. “Procuramos empresas que visam ampliar seus negócios e também ajudamos a levar a inovação para os clientes”, acrescentou o diretor.

Na época de lançamento do hub em São Paulo, Reggie Bradford, vice-presidente sênior do ecossistema de aceleração de startups da Oracle, destacou a importância da iniciativa. “É hora de repensar o ecossistema de empreendedorismo para transformar o mercado de inovação para os próximos 10 ou 20 anos”, ressaltou o VP. “Nossa ideia é dar oportunidades para empresas que talvez nunca tenham a chance de se desenvolver sozinhas.” As empresas interessadas poderão se inscrever até o dia 25 de junho pelo site www.oracle.com/startup.

Um dos parceiros da Oracle é o programa de inovação aberta do Bradesco, inovaBra, que inclui o braço de venture capital com R$ 100 milhões para investir em inovação. “Apostamos no trabalho colaborativo”, diz Roger Serrati, gerente de Pesquisa e Inovação do banco.

Frota virtual

Uma das apostas do programa inovaBra é a Rede Frete Fácil que liga empresas que contratam fretes a caminhoneiros autônomos. Criada em 2012, a empresa possui mais de 100 mil transportadores cadastradas, a média de 5 mil caminhões disponíveis/dia que atendem mais de 500 cidades no país. Um dos diferenciais é a otimização do fluxo de veículos, que contribui para reduzir em até 15% o custo do frete.

“Criamos uma plataforma de gestão colaborativa. Os fretes são pagos com o Bradesco Transportes, cartão pré-pago”, disse Murilo Domingos, CEO da startup. No ano passado, a empresa movimentou R$ 10 milhões em fretes e esperar crescer dez vezes, chegando a transportar R$ 100 milhões. O Banco adquiriu 25% da empresa, por meio do seu braço de venture capital.

Não-bancarizados

Uma solução para a população não bancarizada – cujas estimativas apontam que é superior a 50 milhões – também chamou a atenção do programa de inovação do Bradesco. Pelo aplicativo eWally, as pessoas têm acesso a uma série de serviços, como pagamento de contas, transferências, cobrança, saque, recarga de celular, entre outros.

A carteira digital foi lançada em janeiro em Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. “Oferecemos serviços sem custo com foco na experiência do cliente”, explicou André Cunha, CEO da fintech. A proposta é oferecer um sistema fácil, rápido e seguro para esse público.

Se precisar sacar, o consumidor pode transferir o valor para uma conta Bradesco e pegar o dinheiro. Neste serviço, a taxa é de 1% do valor sacado. Outra opção para o saque é escolher um agente eWally que pode ser encontrado no próprio aplicativo. Os agentes funcionam como uma espécie de “caixa eletrônico humano”, em que o consumidor pode retirar seu dinheiro após transferir o valor para o agente. O valor mínimo para a transação é de R$ 10 e o consumidor paga um real de comissão para o agente. Nos valores acima de R$ 100, a taxa é de 1% sobre o valor solicitado.

Se preferir usar a rede Banco 24horas ou pagar suas compras nas lojas e pela web, o consumidor tem a opção de solicitar o cartão pré-pago eWally com a bandeira Elo, que custa apenas quatro reais. O consumidor tem direito a dois saques mensais grátis na rede Banco 24 horas. As demais operações nos caixas eletrônicos custam cinco reais.

 

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