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Testes de bancos com blockchain são destaque no Ciab

Testes de bancos com blockchain são destaque no Ciab

Sob a coordenação da Febraban, grupo de instituições financeiras faz prova de conceito na plataforma Hyperledger

O blockchain ganha cada vez mais espaço na agenda dos bancos e vários painéis que mostraram aspectos envolvendo a tecnologia disruptiva foram promovidos no Ciab FEBRABAN, que termina hoje. “A grande sacada da instituição foi promover o ambiente colaborativo e, quando a iniciativa estava madura, convidou o órgão regulador para participar do processo”, afirmou Adilson Fernandes da Conceição, coordenador do grupo de trabalho sobre o assunto da Febraban que reúne as principais instituições do país.

Um dos destaques foi a apresentação do projeto DNA baseado na plataforma Hyperledger que teve a participação da IBM. “Nosso compromisso era mostrar os resultados e o Banco Central participou ativamente. Agora vamos planejar os próximos passos”, explicou Keiji Sakai, vice-coordenador do GT Blockchain da Febraban e coordenador de conteúdo do Ciab.

Desde a edição anterior do Ciab, o tema despertou muito interesse e, em agosto, a Febraban decidiu criar um grupo de trabalho focado em blockchain com a participação de membros da comissão de tecnologia e automação bancária: BB, Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, B3 (empresa que integra BM&FBOVESPA e Cetip), entre outras.

No primeiro momento, a indústria empenhou-se em conhecer a tecnologia. “Nosso objetivo era também tirar o tema da inércia para que o setor olhasse com mais atenção para a tecnologia”, explicou o coordenador do GT. Debates e um intenso aprendizado do que era realizado no mundo marcaram a segunda etapa do processo.

Em abril, o grupo apresentou a primeira prova de conceito para testar como seria o compartilhamento de um cadastro de cliente fictício entre o Bradesco, Itaú e B3. A aplicação rodou na plataforma Corda usada pelo consórcio mundial R3 e o resultado comprovou a capacidade de operação no ambiente colaborativo em tempo real, garantindo imutabilidade dos dados compartilhados, privacidade e rastreabilidade.

A segunda prova de conceito foi realizada na plataforma Hyperledger, que tem suporte da IBM, e de todas as instituições financeiras do grupo. A iniciativa exigiu capacitação dos times para os testes. “Podemos avaliar o potencial das plataformas”, explicou Sakai. Os testes possibilitaram a avaliação do potencial das tecnologias, as peculiaridades e aspectos relacionados ao desenvolvimento.

Após o projeto DNA, o grupo de trabalho focará no planejamento do projeto-piloto que será criado. “Ainda é cedo para dizer qual aplicação será feita e a plataforma, tudo está em definição. Podemos dizer que pretendemos concluir o processo em breve”, ressalta Conceição, coordenador do grupo.

Um dos desafios está associado à escalabilidade. “A tecnologia precisa amadurecer para dar suporte ao nível de processamento que a indústria precisa”, explicou Gustavo Fosse, diretor setorial de tecnologia e automação bancária da Febraban. “Não podemos perder de vista que nosso mercado é bastante sofisticado e reconhecido pela sua eficiência e inovação”, ressaltou o vice-coordenador do grupo.

Outro ponto da tecnologia disruptiva está na descentralização. “O blockchain mexe com a estrutura do sistema financeiro ao propor a descentralização dos dados”, acrescentou Adilson Fernandes.

No Brasil, há várias iniciativas dos bancos em direção ao blockchain e alguns projetos avaliam a plataforma Ethereum, que reúne mais de 80 membros e uma comunidade de 30 mil desenvolvedores, com apoio da Microsoft, Intel, UBS, entre outras companhias. “Não se trabalha sozinho com blockchain”, afirmou Luiz Gustavo Bonander Nungnes, gerente de projetos estratégicos e inovação do Banco Votorantim.

Para Frederic de Mariz, diretor executivo do Banco UBS, é preciso avaliar o tipo de problema do cliente que será resolvido para aplicar o blockchain. O tipo de aplicação é determinante para que a instituição escolha entre várias plataformas disponíveis com governanças diferentes. “O trabalho de colaboração proposto pela Febraban fluiu bem. Não estamos acostumados a falar com outros bancos e o resultado foi uma surpresa”, concluiu o diretor do UBS.

 

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