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Segurança em camadas reforça proteção das transações financeiras

Segurança em camadas reforça proteção das transações financeiras

Tecnologias de biometria comportamental e de e-ID despontam como tendências em meio às instituições bancárias

O avanço do canal mobile é um caminho sem volta que cresce ano a ano entre os bancos e representa hoje 21% das transações, totalizando 11 bilhões de operações segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A praticidade e facilidade de fazer transações com alguns cliques aumentam as chances de fraudes eletrônicas, que geraram perdas de perto de R$ 2 bilhões, como mostram dados da entidade.

O combate às fraudes está sempre na pauta das instituições financeiras e a segurança em camadas é fundamental no processo. O login de usuários já funciona com a autenticação de dois fatores, por exemplo, o token ou smartcard e a senha ou informações pessoais. “O mercado possui um aparato tecnológico, um cuidado extremo para não deixar nenhuma brecha. Ao mesmo tempo, as ferramentas evoluem com os mecanismos de biometria comportamental”, explica Sérgio Muniz, diretor de tecnologia da Gemalto Brasil, em entrevista concedida para o portal de Executivos Financeiros.

A partir de características únicas de cada usuário – por exemplo, a forma como a pessoa digita os dados, se costuma utilizar apenas a mão esquerda para digitar, entre outros detalhes –, as instituições financeiras podem adotar mecanismos para garantir ainda mais a segurança às operações. “Os dados coletados compõem a autenticação silenciosa que o usuário nem percebe e barram acessos indevidos”, ressalta o executivo.

A Gemalto já iniciou testes em bancos parceiros para mostrar a evolução da tecnologia, que será parte da família de serviços de autenticação Ezio. Muniz acredita que, até o final do ano, a solução – que abrange o armazenamento e a análise do histórico de transações de cada cliente – rodará pilotos nos bancos: “Vamos avaliar o armazenamento e a interação com outros sistemas que o setor utiliza”.

RG eletrônico

A criação de uma identidade digital única no País não é nova, mas ainda não decolou. O documento de identidade eletrônico ou “e-ID” garante a confiabilidade e estabelece a padronização, que não faz parte da realidade do Brasil. No caso das fintechs, o documento digital facilita o envio dos documentos de clientes que preferem abrir a conta corrente pelo celular.

Além de identificá-lo, o e-ID permite a autenticação e a assinatura eletrônica, sendo aprovado pela Casa da Moeda: “Estamos falando do processo KYC (Know your customer, na sigla em inglês)”. Para os bancos, a existência de um documento único digital garante rapidez e agilidade ao atendimento dos clientes dos meios eletrônicos, seja pelo Internet ou pelo Mobile banking.

A empresa holandesa oferece ainda uma solução para controle de fronteiras e biometria, que recebeu o prêmio Frost & Sullivan 2014. Como a própria consultoria apontou, trata-se de um mercado global que deve crescer 12% de 2012 a 2021, quando movimentará US$ 15 bilhões.

As violações de dados aumentaram 15% no primeiro semestre de 2016 em comparação ao último semestre de 2015. No mundo inteiro,  974 violações de dados foram comunicadas e mais de 554 milhões de registros de dados foram comprometidos, contra 844 violações e 424 milhões de registros comprometidos nos seis meses anteriores.

As informações são do banco de dados global que monitora e mede a gravidade de cada registro. Segundo o Breach Level Index, mais de 4,8 bilhões de registros de dados foram expostos desde 2013, quando a classificação começou a ser divulgada. Mais de 60% estão relacionados ao roubo de identidade; as intrusões maliciosas representaram 69% das ocorrências.

O setor de saúde totalizou 27%, enquanto governamental foi responsável por 14%. As empresas de serviços financeiros contabilizaram 12% de todas as violações, uma queda de 4% em relação ao período anterior e somente 2% dos registros de dados comprometidos.

Transformação digital a passos largos

Recentemente a Gemalto divulgou um white paper sobre a transformação digital dos bancos, em parceria com a Juniper Research. Mais de US$ 5 bilhões devem ser investidos nas fintechs, incluindo tecnologias como robótica, inteligência artificial e biometria no início deste ano. O volume é quase 70% superior em relação ao do ano anterior.  

O estudo aponta tendências que redesenham a indústria no mundo e já traduzem a movimentação desses players no Brasil. Para as instituições mais tradicionais, a transformação do negócio é fundamental para não perder espaço e atrair clientes conectados. Além da competição acirrada, órgãos regulatórios dos países desenvolvidos e em desenvolvimento mobilizam-se para transformar a realidade do mercado, visando atender o maior número de clientes e impulsionar a inovação.

A vinda de produtos inovadores com toque de personalização é fundamental para atrair e fidelizar clientes. A chegada de novos players pode não representar uma ameaça aos bancos tradicionais, já que uma parte significativa dos clientes pode preferir o relacionamento com a instituição que já conhece, em vez de recorrer a diferentes provedores de serviços.

Acompanhar o rápido desenvolvimento tecnológico do setor é outro desafio para os diversos atores do ecossistema. Buscar parceiros estratégicos e “incorporar” a flexibilidade são outros fatores para ampliar a gama de serviços e atender rapidamente às diferentes demandas de clientes cada vez mais exigentes.

Sérgio Muniz, diretor de tecnologia da Gemalto Brasil

 

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