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Robô de investimentos aprofunda transformação digital no Sofisa Direto

Alessandro Andrade, head do Sofisa Direto Alessandro Andrade, head do Sofisa Direto

Lançada como banco 100% digital já em 2011, instituição avança ao utilizar recursos de Inteligência Artificial para orientar aplicações financeiras dos clientes

Braço avançado do banco comercial Sofisa, o Sofisa Direto foi lançado em 2011 como o primeiro banco 100% digital do mercado brasileiro. A empreitada prosperou ao longo do tempo e, na virada de 2018 para este ano, a instituição deu um outro passo decisivo rumo à transformação dos negócios ao implementar um robô de investimentos para apoiar os clientes na escolha das melhores opções de aplicações financeiras.

Em sua estreia, o Sofisa Direto tinha como objetivo ser uma plataforma democrática, de fácil adesão e utilização, que conseguiria pagar taxas muito atraentes para os clientes finais em razão de uma engenharia de custos digital. “Ela não carrega agências e a infraestrutura de TI tradicional. Por isso, não cobra dos correntistas tarifas, custódia e performance, pagando retornos elevados sobre as aplicações, maiores do que a média de mercado”, explica Alessandro Andrade, head da organização, em entrevista para o portal de Executivos Financeiros.

Na prática, ressalta ele, o Sofisa Direto inaugurou a categoria de bancos digitais no Brasil. Se hoje o mercado para estes players é bastante pujante, com o ingresso de numerosos concorrentes, em 2011 tratava-se de um nicho ainda incipiente. “Fomos os pioneiros e outros começaram a entrar na sequência. Mantivemos o mesmo mote de não cobrar tarifas e, mesmo assim, prestando suporte à distância sem termos agências”, observa o executivo.

Exatamente para criar novas diferenciações em relação aos competidores, ensejando um salto de qualidade no portfólio de serviços, a estratégia levada a cabo foi abraçar a tecnologia de Inteligência Artificial (IA). Na passagem do ano passado para este ano, o Sofisa colocou em operação um robô de investimentos, a fim de propiciar aos aplicadores retornos mais polpudos.

Esta facilidade, frisa Andrade, ainda não existe de fato no mercado brasileiro. Os grandes bancos oferecem uma conta comercial aos cuidados de gerentes e os bancos digitais normalmente têm uma conta corrente com cartão de crédito e outros produtos. “Mas a oferta de investimentos de uma forma mais pró-cliente é inédita. O algoritmo calcula a melhor rentabilidade com base no perfil do cliente”, afirma.

O Sofisa, na descrição do entrevistado, passou a ajudar os correntistas a ganharem dinheiro de uma forma simplificada. Pelo Internet banking, eles conseguem, com base nos recursos de que dispõem, simular uma aplicação e, num clique, investir a quantia que desejarem.

Pesquisa com investidores

Na realidade, o uso intensivo de IA – corriqueiro em mercados maduros como o americano – foi decidido com fundamento em uma pesquisa com cinco mil investidores, efetivada já no começo de 2018. Constatou-se então que o potencial trazido pela tecnologia era muito promissor, diante da insatisfação das pessoas com o status de seus investimentos.

As cadernetas de poupança, por exemplo, ainda concentravam a maior parte das aplicações no País, em que pese a baixa remuneração. Outra fatia do público diversificou seu portfólio com outros instrumentos, mas não se sentia bem atendida em suas instituições, desejando entender melhor o que se passava com seu dinheiro. E havia outro segmento de investidores, mais sofisticado, que já conhecia as modalidades LCA ou LCI, por exemplo, mas não dispunha de tempo para tratar do assunto, mostrando-se aberto a uma solução automatizada com Inteligência Artificial.

Com apoio neste achados, o robô foi lançado em novembro do ano passado (o projeto teve início em agosto), inaugurando uma segunda fase para o Sofisa Direto. Ancorada em uma base já totalmente digitalizada, a instituição embarcou algoritmos de IA que lhe permitiram englobar todo o seu portfólio de investimentos e customizar a rota para os investidores, à semelhança do que faz um aplicativo de trânsito como o GPS. O cliente responde cinco perguntas que permitem traçar seu perfil e, a partir daí, o Sofisa sugere a ele um leque de aplicações.

É possível combinar, por exemplo, fundos de renda fixa, multimercados, de ações, CDBs, LCAs, LCIs, etc, de sorte a alavancar os ganhos. Depois que o cliente aprova a alocação das aplicações, com apenas um clique podem ser adquiridos todos os produtos contratados. “O robô executa esta operação e o investidor já tem a rentabilidade toda projetada. Ele consegue monitorar a carteira todo o dia e rebalancear se pretender reaplicar novas quantias”, assinala ele.

Há algumas corretoras, nota o entrevistado, com soluções parecidas, mas suas ofertas são mais restritas a produtos como ações: “Elas não têm o sortimento de que nós dispomos. Nenhum dos algoritmos existentes no mercado apresenta a variedade de LCAs, LCIs, CDBs pré e pós, fundos de ações, multimercados, etc. Isso não existia, tratando-se, na nossa visão, de uma nova categoria de mercado”.

Desenvolvimento da plataforma

A evolução tecnológica do Sofisa apoiou-se no desenvolvimento interno e nas tecnologias aportadas por numerosos parceiros, com destaque para as Fintechs, abrigadas em grande número no ambiente do banco. “Somos quase um hub de inovação. Testamos o tempo todo formas de operar com maior eficiência, a custos menores e com melhor experiência para o cliente. As startups já têm isso em sua essência e trabalham com APIs, de modo que conseguimos nos plugar rapidamente a elas”, sublinha Alessandro Andrade.

Desde sua entrada em cena, o Sofisa Direto buscou desenvolver um chassis tecnológico mais moderno do que os bancos possuem normalmente, com realce para o emprego de soluções de APIs e microsserviços, o que propiciou maior escalabilidade e tornou mais ágil a operação no dia a dia.

“Neste mundo digital, se não houver um desenho de tecnologia que permita esta escalabilidade, pode-se estagnar rapidamente no ambiente antigo. Então estamos nos atualizando constantemente, colocando novas tecnologias a serviço do banco e nos associando com quem faz bem o que precisamos”, pondera o executivo.

Estas facilidades permitem, por exemplo, abrir uma conta em seis minutos. A autenticação do cliente é feita por meio de vídeos e fotos e a certificação do endereço declarado é realizada por uma checagem de bases externas. No momento seguinte, a pessoa assina digitalmente, sem tráfego de papel, e está aberta a conta. “Todas estas etapas são realizadas com o apoio de várias startups, melhorando muito a experiência do cliente pela rapidez e praticidade”, afiança Andrade.

Da mesma maneira, a expertise das Fintechs foi decisiva na construção do robô de investimentos, em cima de uma solução proprietária e do know-how do Sofisa. Para possibilitar ao correntista criar seu próprio portfólio de aplicações, de forma simples e intuitiva, foi escolhida a ferramenta Robô Advisor da startup Allgoo, que usa algoritmos sofisticados para analisar os movimentos do mercado financeiro, o perfil dos clientes, a disponibilidade de recursos e as metas de retorno. Ao longo do tempo, o aplicativo recalcula as aplicações e usa dicas e alertas para o cliente redistribuir os recursos quando surgirem oportunidades melhores de rendimentos.

Integração com gestoras de fundos

Por sua vez, a BRItech foi o parceiro que prestou suporte na integração do Sofisa Direto às plataformas de fundos de distintos assets do mercado. Ao empregar o conceito de plug and play, a conexão entre o banco e as gestoras foi, a juízo de Andrade, simples e rápida, propiciando a inclusão de 10 parceiros em um curto espaço de tempo e com poucas intervenções tecnológicas por parte das empresas envolvidas. 

“Com os algoritmos da IA e o poder computacional de que dispomos com o processamento em nuvem, conseguimos jogar todas as informações e variáveis (produtos, prazos de aplicações, etc) na Web ou no Internet banking, dando a melhor informação possível, a mais assertiva”, situa o entrevistado. Além do mais, estes recursos propiciam ao banco economia de custos, já que não é preciso mobilizar pessoas para atender toda a base de clientes.

Esta estratégia, assentada nos avanços na área de TI, tem se mostrado bem-sucedida. Embora não possa revelar quantos clientes são atendidos hoje, o head da instituição informa que a base cresceu 20% nos últimos três meses, impulsionada particularmente pela entrada em cena do robô.

“Além de trazer a solidez advinda dos 58 anos do Banco Sofisa, o Sofisa Direto reforçou a sua pegada de Fintechs. Nós somos muito rápidos. Eu brinco que somos um banco com um corpinho de Fintech. Fazemos mais rapidamente e a um custo menor. E essa economia pode ser repassada para o cliente”, conclui Alessandro Andrade.

 

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