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Falta de pessoal barra avanço da transformação digital nas empresas

Falta de pessoal barra avanço da transformação digital nas empresas

A escassez de profissionais qualificados foi um dos fatores críticos citados por CIOs em pesquisa da E-Consulting

A falta de profissionais qualificados é o principal obstáculo para o avanço da transformação digital nas empresas, revela pesquisa realizada pela E-Consulting.

A mão de obra foi citada por 11% dos 226 CIOs de 1.000 maiores empresas em operação no Brasil entrevistados pela consultados nos últimos cinco meses.

A pesquisa constatou que fator crítico para o avanço da transformação digital é a dificuldade de comprovação dos resultados concretos para os acionista. Esse aspecto foi mencionado por 10% dos CIOS.

Para 9% dos executivos a transformação digital esbarra no baixo conhecimento que os profissionais detêm para trabalhar de forma inteligente com dados do usuário, do cliente e do consumidor.

Mesmo diante destes obstáculos, 50% dos entrevistados informaram que estão em curso para aderir algumas das tendências ligadas à transformação digital, tais como Big Data, Blockchain, Apps, autoatendimento, chatbots, RFID, nanotecnologia, realidade aumentada, dentre outras. O movimento de adoção destas tecnologias é de um futuro próximo, entre dois a cinco anos.

Perguntados sobre o papel da transformação digital, 21% dos CIOs disseram que o conceito habilitará os negócios das organizações.

Um grupo representado por 16% acredita que a função da transformação digital é aumentar a eficiência, a agilidade e a simplicidade dos processos nas companhias.

Constituem em 12% os executivos que creem no conceito como uma mudança de patamar tecnológico da organização.

Já 10% dos CIOs afirmaram que o fenômeno é uma resposta à pressão feita atualmente por clientes, consumidores e usuários, que estão cada vez mais conectados e empoderados.

Impulsionadores externos

Quantos aos impulsionadores externos que fariam o CIO investir em transformação digital, 16% apontaram a popularização do tripé revolução tecnológica, universalização de acesso à internet e barateamento das tecnologias.

Em contrapartida, a segunda razão mais votada, com 15%, foi a conectividade digital, promovida principalmente pela massificação dos smartphones.

Já a pressão competitiva dos concorrentes tradicionais  e a globalização dos mercados, atrelados à amplificação de novos padrões de consumo foram citados, respectivamente, por 12% e 11% dos executivos.

Impulsionadores internos

Trazendo para dentro de suas operações, 12% CIOs disseram que investiriam em transformação digital para atender a uma pressão mercadológica.

Um grupo de 10% investiria para ter atualização tecnológica e evolução de arquiteturas e o mesmo porcentual de CIOs investiria no conceito para aumentar a sinergia, a produtividade e a redução de custos na operação.

Já as novas oportunidades de negócios, de produtos e de serviços animariam 9% dos entrevistados a colocar dinheiro em tecnologias digitais.

A possibilidades de conhecer mais o cliente e de diferenciar-se dos concorrentes foi a escolha de 8% e 7% dos entrevistados, respectivamente.

Transformação digital x inovação

A pesquisa também constata que 35% dos CIOs consideram que a transformação digital não tem nenhuma relação direta com inovação.

Para 31% dos entrevistados, a inovação não depende de transformação digital, mas é um grande facilitador para as empresas inovarem.

Na contramão, 28% acreditam que transformação digital é a base da inovação e uma só acontece quando tem a outra.

Segundo Daniel Domeneghetti, coordenador do estudo e CEO da E-Consulting, a pesquisa traz a luz a urgência dos CIOs em definir estratégias entendendo a dinâmica entre os clientes, as demandas e os concorrentes.

“O mundo mudou e a empresas precisam acompanhar a arena competitiva montada com novos atores da economia. A somatória destas mudanças se concentra na figura do CIO entender o mercado e a concorrência como os principais valores agregados da sua gestão”, completa Domeneghetti.

 

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